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Área: 6.934
km2
Clima: Semi-Árido
e Árido
Temp.: 24,2°C
Chuvas: novembro
a março
Pop.: 172.065 |
Do
antigo "porto de passagem" de tropeiros e
comerciantes que se embrenharam pelo sertão, ficaram, para o
registro da
história, os frondosos pés de juazeiro - nome que
deu origem ao município - e
alguns monumentos da arquitetura civil do século passado,
que comprovam o
próspero comércio que se desenvolveu
às margens do São Francisco, no principal
ponto de divisa entre os estados da Bahia e Pernambuco.
Juazeiro transformou-se em um moderno pólo agro-industrial
com intensa
atividade de exportação. A cidade modernizou-se
com a urbanização da orla
fluvial e com o novo visual dos arcos da ponte Eurico Gaspar Dutra,
agora
ocupados por
pequenos bares e restaurantes.
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A
noite de Juazeiro
Cidade musical, a noite de Juazeiro é sempre
criança e os "agitos"
começam inevitavelmente às quintas-feiras.
São inúmeros bares, restaurantes e
casas noturnas com música ao vivo, que alimentam o lazer de
uma juventude
alegre e descomprometida, que se diverte principalmente na orla
fluvial. A
culinária é apetitosa e varia entre os frutos do
rio e os da caatinga.
O Pôr-do-sol em
Juazeiro
O pôr-do-sol sobre o "caminho d´água do
sertão" é um dos momentos
mais deslumbrantes para curtir a orla. É hora de sentar em
um dos muitos bancos
largos, de alvenaria, espalhados ao longo da orla, à sombra
de amendoeiras e
flamboyants, para ouvir MPB. Enquanto o sol desce
preguiçoso, atrás da ponte
Eurico Gaspar Dutra, que liga Juazeiro a Petrolina, dá pra
sentir ao vivo e a
cores a inspiração que tomou conta do compositor
Caetano Veloso para compor a
canção "O Ciúme".
Diversão
Na orla fluvial, no calçadão, os grupos se
reúnem em pelo menos três bares que
são pontos de efervescência. Um deles
reúne a galera "teen" em torno
de música ao vivo e churrasco de picanha, a partir do final
da tarde, e só
fecha quando acaba o movimento, nunca antes da meia-noite. Quase em
frente,
outro bar atrai os adeptos do pagode, também a partir do
final da tarde e durante
todos os finais de semana. O espaço tem estilo
rústico; é um grande galpão
aberto, somente com paredes laterais. O espaço é
aconchegante e a animação é
tanta que as pessoas dançam até no meio da rua,
pois o interior está sempre
lotado.
Vaporzinho
Também na orla fluvial está o restaurante mais
original, montado dento de uma
embarcação a vapor, que era típica no
São Francisco, apresentando música ao
vivo num ambiente agradável. A freqüência
fica por conta dos
"descolados", adeptos da bossa nova, boleros e outros ritmos
"calientes". A especialidade da casa é o surubim, preparado
de várias
maneiras. Este restaurante tem uma história que
está intimamente ligada à
própria história do São Francisco,
pois trata-se do vapor Saldanha Marinho, construído
na América do Norte e adquirido pelo Imperador D. Pedro II
para navegar nas
águas sanfranciscanas, depois de navegar o Rio Mississipi e
o Amazonas.
Na
praça
Na praça de São Tiago Maior há pelo
menos duas sorveterias, onde a dificuldade
está em escolher o sabor do sorvete de frutas da
região - umbu, manga, pinha,
mangaba, jaca, coco verde ou deliciosas invenções
como o de creme de passas ao
vinho ou o de sonho de valsa. Uma imensa estátua de bronze
em meio ao jardim é
o ponto central da praça. As histórias sobre ela
são no mínimo curiosas, pois
ninguém sabe ao certo quem ela homenageia. Oficialmente,
trata-se da estátua de
São Tiago Maior mas, para os antigos freqüentadores
do local, a estátua
"representa o barqueiro mais forte de Juazeiro".
Comida típica
A cozinha é um atrativo: filé de surubim
grelhado, bode assado e carne de sol.
Na margem do rio, outro restaurante funciona em uma antiga
embarcação típica do
São Francisco e oferece uma variedade de pratos à
base de peixe. A grande
pedida é a porção de macaxeira (aipim)
cozida e depois frita na manteiga de
garrafa, que derrete na boca.
Vários outros restaurantes servem comida a quilo, inclusive
regional. O
destaque fica por conta da comida baiana - caruru, vatapá,
bobó de camarão,
moquecas, sarapatel, carneiro e buxada. Alguns deles também
oferecem o serviço
à la carte, com destaque para o surubim ao molho branco.
Área de
Preservação Natural Vale do Salitre
Esta área tem seu relevo composto por três serras:
da Cruz, do Olho d´Água e do
Colono. A vegetação tipo caatinga, o clima
semi-árido, os solos porosos e a
cobertura pedregosa fazem da região um espetáculo
chocante e ao mesmo tempo
encantador.
Rio
São
Francisco
O Rio São Francisco é o rio mais famoso da Bahia,
responsável por uma grande
parte da história e cultura do Brasil e da
própria cidade de Juazeiro. Sua
nascente se localiza na Serra da Canastra, em Minas Gerais. Vale a pena
dar uma
conferida em suas águas cristalinas e conhecer um pouco da
história que as
águas deste rio contam.

Ilhas
Juazeiro é banhado pelo Rio São Franciso e possui
uma orla além de várias ilhas
fluviais.
Ilha
do Rodeadouro – Juazeiro
Uma
das
principais opções de lazer do
município. Capacitada de uma razoável
infra-estrutura, possui muitos bares, que
servem comidas típicas da região. A ilha do
Rodeadouro deixa boas recordações
para quem a visita.
Ilha
do Fogo
– Juazeiro
Uma das mais belas ilhas do Rio São Francisco. Possui uma
área praiana com
terreno irregular, formado por uma rocha única, elevando-se
ao poente em morro
de aproximadamente 20 metros de altura, onde está fixado um
cruzeiro iluminado
que servia de orientação aos navegantes. A ponte
Presidente Eurico Gaspar Dutra
passa sobre esta ilha.
Ilha
do
Massangano – Juazeiro
Onde
constantemente ocorre o lual nas
suas areias, organizado pelos nativos e cada vez mais
freqüentado por casais
apaixonados. O movimento só termina quando o Sol
lança seus primeiros raios.
Ilha
de Nossa
Senhora das
Grotas – Juazeiro
É uma das ilhas mais procuradas devido a beleza de suas
praias. Possui uma
exuberante vegetação variada com
predominância de mangueiras e cajueiros, área
de praias de areias limpas e águas cristalinas.
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